O Congresso
e o que isso muda na forma como avaliamos, decidimos e reabilitamos.
POR QUE O #CONGRESSONEURONUS?
A neurociência avançou. Nossa forma de pensar a reabilitação também precisa avançar.
Hoje conseguimos enxergar o cérebro com uma precisão que há poucos anos não era possível. Redes, conectividade, biomarcadores, neuroimagem e novas tecnologias ampliaram nossa compreensão sobre desenvolvimento, lesão, adaptação e neuroplasticidade.
O desafio agora é transformar esse conhecimento em decisões que façam sentido diante de pacientes reais.
O QUE TORNA ESTA EDIÇÃO DIFERENTE
5 pilares que atravessam toda a jornada do #CongressoNeuronus
MANIFESTO
3º Congresso Internacional
de Neurociência e Reabilitação
Cérebros são construídos com o tempo.

Hercílio Silva Jr.
Todo cérebro tem uma história.
Antes de um sintoma aparecer, existe uma trajetória. Uma arquitetura que começa a ser construída muito cedo e continua sendo transformada pela biologia, pelas experiências, pelos vínculos, pelo ambiente, pelas aprendizagens e por tudo aquilo que acontece ao longo da vida.
O tempo participa dessa construção.
Há um tempo para o desenvolvimento e para a maturação dos circuitos. Há momentos de maior plasticidade. Há experiências capazes de modificar trajetórias. Há lesões que interrompem caminhos já estabelecidos e cérebros que precisam encontrar novas formas de funcionar. Há também as transformações próprias do envelhecimento e os processos que, pouco a pouco, podem comprometer redes antes preservadas.
Por isso, a infância não pode ser compreendida pela mesma lente do envelhecimento. Um cérebro em desenvolvimento apresenta desafios diferentes de um cérebro adulto após uma lesão. O sofrimento psiquiátrico, as alterações do neurodesenvolvimento e as doenças neurodegenerativas também percorrem trajetórias próprias.
E mesmo dentro de uma mesma condição clínica, não existem duas histórias exatamente iguais.
Dois pacientes podem apresentar manifestações semelhantes e, ainda assim, terem chegado até elas por caminhos completamente diferentes. Podem ter alterações em redes distintas, diferentes mecanismos neurobiológicos, diferentes capacidades de compensação e diferentes possibilidades de resposta à intervenção.
É nesse ponto que a neurociência começa a transformar a reabilitação.
Durante muito tempo, aprendemos a organizar a prática clínica a partir de sintomas, diagnósticos, escalas e relações relativamente diretas entre áreas cerebrais e funções. Esses conhecimentos continuam fundamentais, mas hoje conseguimos enxergar além.
O cérebro funciona em redes.
Regiões especializadas se comunicam, circuitos se reorganizam, lesões produzem efeitos muito além de suas fronteiras anatômicas e alterações na dinâmica dessas redes podem se expressar de maneiras diferentes no comportamento.
Novos métodos de investigação nos permitem observar parte dessa complexidade. Biomarcadores neurofisiológicos, neuroimagem, conectividade e outras ferramentas ampliam nossa capacidade de formular hipóteses sobre os mecanismos que sustentam aquilo que vemos na clínica.
Isso muda a pergunta.
Diante de um paciente, conhecer o diagnóstico continua sendo importante. Mas precisamos avançar para uma questão mais profunda:
Que cérebro está diante de nós?
Que trajetória produziu esse funcionamento?
Que redes sustentam as dificuldades que observamos?
O que permaneceu preservado?
Que mecanismos de compensação esse cérebro desenvolveu?
Que possibilidades de plasticidade ainda existem?
E, a partir disso, qual intervenção faz sentido para essa pessoa, neste momento de sua trajetória?
É em torno dessas perguntas que construímos o 3º Congresso Internacional de Neurociência e Reabilitação.
Em Goiânia, reuniremos pesquisadores, clínicos e profissionais de diferentes áreas para acompanhar o cérebro ao longo da vida. Do neurodesenvolvimento ao envelhecimento. Das primeiras etapas de organização dos circuitos às consequências das lesões adquiridas. Dos transtornos psiquiátricos às doenças neurodegenerativas. Dos mecanismos que explicam diferentes trajetórias às decisões que podem modificá-las.
Avaliação, biomarcadores, conectividade, neuroplasticidade, neuromodulação e tecnologias aplicadas à reabilitação estarão presentes porque ampliam aquilo que podemos compreender e aquilo que podemos fazer.
Mas tecnologia, sozinha, não produz boa reabilitação.
É preciso saber o que medir, como interpretar e quando intervir. É preciso transformar informação em raciocínio clínico e raciocínio clínico em uma decisão capaz de produzir significado para a vida daquele paciente.
Também é preciso reconhecer os limites de cada área.
O próprio cérebro nos ensina que funções complexas emergem da interação entre sistemas. Na reabilitação acontece o mesmo. Cognição, linguagem, movimento, comportamento, autonomia e participação não pertencem isoladamente a uma profissão. O cuidado exige diálogo entre diferentes saberes e uma compreensão compartilhada sobre a trajetória que estamos tentando modificar.
É essa conversa que queremos provocar.
Durante três dias, queremos olhar para o cérebro em diferentes momentos da vida e aproximar aquilo que a ciência vem descobrindo das decisões que precisam ser tomadas todos os dias diante de pacientes reais.
Porque compreender uma trajetória também significa reconhecer que ela ainda pode mudar.
Cérebros são construídos com o tempo.
E compreender como foram construídos talvez seja um dos primeiros passos para decidir para onde podemos ajudá-los a seguir.
SALAS TEMÁTICAS
O cérebro muda ao longo da vida.
A forma de reabilitar também precisa mudar.

Infância e Adolescência
Desenvolvimento, aprendizagem, linguagem, comportamento e movimento sob a perspectiva de um cérebro que ainda está se organizando e especializando suas redes.
Adulto e Envelhecimento
Lesão, saúde mental, cognição, linguagem, movimento e neurodegeneração em redes que precisam se reorganizar, recuperar funções ou construir novas formas de adaptação.

Temas que conectam as diferentes trilhas:
SICOOB UNICENTRO - GOIÂNIA, GO
COMO CHEGAR:
- Aeroporto Santa Genoveva • 19 minutos de distância
- Shopping Flamboyant • 11 minutos de distância
- Parque Vaca Brava • 6 minutos de distância
- Praça Cívica / Centro • 5 minutos de distância
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